Os dois times jogaram pouco tempo sem chuva. Desde o início, a partida foi determinada pela raça, em detrimento da técnica. Ananindeua e Japiim criaram poucas chances efetivas de gol e a partida ficou brigada no meio de campo. À medida que o jogo avançava, a chuva caia com mais força no gramado. Aos 13 minutos, o principal adversário já era o forte aguaceiro que acompanhou os jogadores até o final da partida.
Com o aguaceiro, os arqueiros trabalhavam na lama e os jogadores escorregavam muito em campo. O lateral direito Thiago, do Japiim, foi o destaque do primeiro tempo com boas jogadas individuais, até que a chuva impossibilitou o toque fácil na bola.
Mesmo com a água, os dois times insistiam em jogadas de toque curto e eram travados pelas poças formadas na grama. O meio de campo dos dois times não criava jogadas e a bola parava nos pequenos lagos formados no Baenão. Com 28 minutos transcorridos, não deu mais para o zagueiro Neném, do Castanhal, que foi substituído dois minutos depois por Felipe Bragança.
Depois de ataques sem chances reais de gol, aos 32 minutos, o Ananindeua abriu o placar, mas o árbitro Joelson Nazareno - seguindo orientação da assistente - anulou o gol. Em escanteio, a bola entrou depois de um bate-rebate, mas os jogadores da Tartaruga estavam impedidos dentro da área. Atletas do Ananindeua ainda fizeram pressão para cima da assistente Graceane do Socorro, mas o juiz permaneceu com a marcação.
Ao final do primeiro tempo nenhuma modificação foi feita em campo. As equipes voltaram com a mesma formação. Porém, na segunda etapa, o Castanhal veio com mais força - talvez depois de saber que Abaeté e Tuna Luso venciam suas partidas. Novamente, os atletas insistiram nas jogadas de toque curto e pararam no campo pesado.
Com o maior volume de jogo do Japiim, os jogadores começaram a se estranhar na área e o juiz disparou um cartão de advertência para cada lado, amarelando Leandro Silva e Flamel. O Castanhal mostrava mais interesse e acuava o Ananindeua em seu campo de defesa. O gol não demoroua. Aos 25 minutos, em bom lançamento do lateral Thiago, o artilheiro Branco recebeu a bola, carregou na área e chutou cruzado para o gol. Antes de entrar no arco, a bola ainda foi desviada por Helinho, mas o juiz deu o gol para Branco.
A partir daí o Castanhal buscou a retranca em seu campo e tentou explorar contragolpes, que não deram certo. Faltando dois minutos para o final do jogo, Alison do Ananindeua, que já tinha amarelo, levou vermelho por falta em Branco. Ao apito final, os atletas da Tartaruga partiram pra cima da assistente, por conta do gol anulado e a Polícia Militar teve que escoltá-la.
Amazônia Jornal