12 dezembro 2010

O pontapé inicial para a temporada 2011 de Remo e Paysandu já foi dado. Técnicos apresentados, filosofias de trabalho sendo colocadas em prática e nomes sendo especulados como prováveis reforços – alguns até já desembarcaram no Baenão e na Curuzu. Cabe então a pergunta ao maior interessado nisso tudo, o torcedor: o futuro dos clubes é promissor ou os erros dos últimos anos estão apenas se repetindo?
No Remo, depois de uma interminável discussão sobre negócios imobiliários, é hora de tratar de futebol. E as vindas de Paulo Comelli para treinar a equipe e de Armando Bracalli como superintendente, foram as primeiras ações da nova diretoria. O técnico pode não ter encontrado unanimidade, mas também não causou tanta desconfiança, afinal de contas ele tem bagagem. Já no que diz respeito ao time, a idéia é que medalhões não terão vez. Será? Gian, Adriano e Vélber foram descartados, mas o veterano Rogério Belém anda lá pelo Baenão... Renovação ou mais do mesmo?

No Paysandu, a situação é um pouco mais complicada. O ídolo Robgol foi convidado para ser superintendente de futebol e estava negociando com o treinador Givanildo Oliveira. Levou uma bola nas costas da diretoria, que fechou com Sérgio Cosme, e pediu pra sair. Depois, mais uma saia justa: jogadores ficam chateados com a ordem de reforçarem o Time Negra na primeira fase do Parazão. No meio de tanta bagunça, só importa uma coisa: a opinião da Fiel. E ela está apreensiva, mas ainda dá ao comandante o benefício da dúvida. É só mostrar trabalho.
O certo é: o futebol paraense precisa sair do abismo em que se meteu. O torcedor não aguenta mais aqueles lugares-comuns e discursos afinados de começo de ano: renovação, teto salarial, base valorizada, contratar com cautela... Está na hora de trabalhar direito, se planejar e, o fundamental, cumprir as metas. É o que o torcedor espera e merece.

Diário do Pará