Para isso, o Remo joga por um simples empate no jogo de volta, agendado para o próximo sábado. A semifinal, aliás, era para começar duas semanas atrás. Mas o Santa Cruz-PA entrou com uma medida cautelar à Justiça. A equipe não compareceu ao jogo diante do Paysandu, no dia 27 de março. e foi considerado perdedor por W.O. No entanto, alegou que a Federação alterou o local na véspera do jogo.
O STJD acolheu o recurso e determinou a paralisação. Após impasse, a equipe retirou as ações, e a competição foi reiniciada com o clássico Re-Pa. Os dois rivais iniciaram as semifinais em momentos distintos. No Paysandu, o momento é de tranquilidade. O clube não perdia há 15 partidas, se classificou para a segunda fase da Copa do Brasil e teve mais de uma semana de preparação para o clássico.
O Remo está em crise. Não bastasse a eliminação da Copa do Brasil, dois ex-titulares (Galhardo e Walber) foram afastados sem maiores explicações. Além disso, o pressionado técnico Flávio Araújo só teve um treinamento para definir a equipe titular. Mesmo assim, ‘esqueceu’ o momento conturbado e foi melhor no primeiro tempo.
Logo aos 10min, Val Barreto ganhou na corrida de Raul e tocou para o fundo das redes. Depois, aos 36min, Jhonnatan tabelou com Diogo Capela e bateu para fazer o segundo. “Precisamos jogar futebol. Ainda não fizemos isso”, definiu Eduardo Ramos, meia do Paysandu.
Tudo caminhava até certo ponto tranquilo para o Remo. No entanto, aos 17min, Mauro recebeu cartão vermelho. Após isso, o Paysandu aproveitou a vantagem numérica para diminuir, aos 22min, com Pablo. Insistiu até o final, mas não evitou o revés.
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