14 maio 2013

(Foto: Mário Quadros)
Dentre todos os problemas que poderão acarretar a inatividade de um clube de torcida de massa como o Clube do Remo, sem dúvida um dos mais preocupantes é a perda de receita em caixa para garantir investimentos na agremiação e quitar dívidas como o de salários dos funcionários.

Com a falta de calendário para os azulinos no restante da temporada de 2013, o Leão Azul pode amargar não só a bronca de sua imensa torcida, mas como a volta de um passado muito recente que causou a instabilidade financeira para investimentos futuros dados como indispensáveis.
Mesmo com os problemas adquiridos, nesta que pode ser considerada a pior sequência da história do Clube de Periçá, o Remo conseguiu reduzir em 55% a sua dívida trabalhista após um árduo trabalho que teve à frente o seu ex-diretor jurídico, Ronaldo Passarinho que teve início em 2011.

Contudo, todo este esforço para reduzir as dívidas envolvendo pagamento de salários atrasados de ex-jogadores e funcionários pode estar com seus dias contados. O atual plantel remista, recém-eliminado do Parazão 2013, ainda não recebeu e as negociações com jogadores oriundos de outros estados estão estagnadas.

A falta de dinheiro nos caixas dos dirigentes azulinos fazem a desconfiança e o receio voltarem com força ao Baenão. Situação que esbarra nas informações de trincheira que envolvem a movimentação da diretoria remista que estaria oferecendo alta proposta paras duas federações do grupo A1 desistirem da vaga para a disputa da Série D este ano.

Vale lembrar que mesmo cinco anos sem série no Brasileiro, o Remo faturou no período 17 milhões (no geral) e jogou quase tudo pelo ralo em 196 contratações.

Ronald Sales/DOL