O adeus azulino foi o mais avassalador possível. Teve direito a birra de torcedor invadindo o gramado na hora da partida; brigas nas arquibancadas e enrolar de faixas e saída do estádio pelo Fenômeno Azul bem antes do árbitro apitar o término do jogo. Isso porque o time de Tucuruí cantou de galo desde o início do embate, com uma boa marcação, trabalhando a bola e saindo para o jogo nos momentos certos, para delírio do público que assistiu e cantou até olé em alguns momentos.
A definição de quem iria para a decisão do returno começou a ficar evidente logo no primeiro tempo, quando Evandro Pará deu início à vitória do Independente, com um gol de cabeça. O Remo precisava correr, afinal, jogava por qualquer empate para seguir na competição. Mas, antes que terminasse a etapa, Marçal tratou de eliminar as esperanças do torcedor azulino mais otimista. Logo no intervalo, já era possível perceber o clima de comoção, com gente de olhos vermelhos e alguns até mesmo rezando baixinho.
De nada adiantou. Veio o tempo final. Para os remistas, o final dos tempos! Elsinho, a salvação do primeiro jogo, foi o ‘apocalipse’ do segundo. Levou dois amarelos e deixou a situação remista ainda mais crítica. Nos acréscimos, depois de todo o sufoco que o Independente deu, ainda teve expulsão de Finazzi, para o desgosto ser maior. Melhor ficar por aqui e terminar com a felicidade da população de Tucuruí, que ganhou as ruas comemorando o feito irretocável do emplumado Galo Elétrico!
Diário do Pará
