Ao lado do auxiliar técnico Rogerinho Gameleira, “Giva” escalou duas formações distintas com o objetivo de conhecer um pouco mais do grupo. A equipe titular ficou com: Marcelo, Thiago Costa, Fábio Sanches, Jean, Rodrigo Alvim; Esdras, Billy, Diego Barboza, Djalma; Marcelo Nicácio e Careca. A onzena reserva atuou com Paulo Rafael; Wallace, Diego Ourém, Pablo, Bryan; Romário, Helysson, Castanhal, Araújo; Bruno e Iarley.
A equipe principal venceu por 3 a 2, com gols de Nicácio (2) e Careca (1), enquanto Iarley descontou duas vezes. O objetivo do treinador é conhecer um pouco mais do plantel inchado, atualmente com 42 atletas. E em uma das primeiras avaliações que fez sobre este quadro elevado, há de se dizer que, logo mais, alguns nomes devem deixar a Curuzu.
“A maioria deles eu conheço. Tem alguns que não conhecia. Mas foi bom. Nós já temos essa viagem, tinha que treinar. Vamos fazer dois jogos seguidos e na volta sim, vamos conhecer melhor. Pelo menos hoje eu posso dizer que não vou mexer em nada, mas, na frente, conversando, vendo atletas da base, outros no DM, eu tenho que ter um pouquinho de paciência, porque é impossível trabalhar com 42 jogadores”, avalia.
AGENDA
Desses jogadores, 20 foram relacionados para a viagem, ocorrida às 3h15 desta madrugada, com escala em Brasília e término em Goiânia, onde os bicolores enfrentam, às 19h desta sexta-feira, o Atlético-GO, 14º colocado. Além deste coletivo em Belém, o Paysandu fará mais um treino agora pela tarde, no Centro de Treinamento do Vila Nova.
Com a promessa de não pular fora!
Assumir o comando técnico de uma equipe em situação preocupante parece não ter sido o maior desafio de Givanildo Oliveira. Em sua sexta passagem pela Curuzu, na qual colecionou títulos e polêmicas, o pernambucano de 64 anos espera ter sido chamado não apenas com o intuito de “tapar um buraco”, mas sim, para dar sequência no projeto ousado, encabeçado pelo ex-atleta e pupilo, o atual presidente do Paysandu, Vandick Lima.
“Quando eu fui chegando no clube me animei. Eu vi a academia, que é importante em qualquer clube, e pelo jeito vai ficar boa. O próprio presidente sabe disso. Eu falei para ele que volto ao Paysandu para ficar, não passar um tempinho e ir embora. Os jogadores que estão aí têm que ter compromisso. Por outro lado, existem os compromissos da diretoria. Devido a minha amizade grande com o Vandick, eu espero que dê tudo bem”, afirma.
Há menos de um ano, o técnico deixou o comando do Paysandu, após permanecer por seis jogos sem vencer na Série C, deixando a vaga nas mãos de Lecheva. Agora, no retorno a Belém, ele se mostra mais preocupado com a quantidade de atletas no grupo. “Não posso trazer nenhum agora. Tenho 42. Como é que vou pedir dois ou três? Não tem condições! Você vê pelo jogo de terça. Entraram 11, depois ainda vieram Iarley, Careca e Billy. Ai você vai fazer um coletivo e ainda forma dois times. Quer dizer, é muita gente! Não estou pensando agora em contratação”, dispara.
Taticamente, o Paysandu não deve ter seu esquema de jogo alterado, somente após uma peneira, algo de novo possa surgir. “Posso manter o grupo no 4-4-2. Não há como mudar muito. Eu preciso conhecê-los, treinar umas duas vezes no mínimo, para fazer alguma mudança”, completa.
O funil do pernambucano vai entrar em ação...
A cota de partidas em casa, antes do intervalo para a Copa das Confederações, já encerrou e o Paysandu fará dois jogos fora. O primeiro compromisso é contra o Atlético-GO, nesta sexta-feira (7), e o segundo diante da Chapecoense, na próxima terça-feira (11). A meta, um tanto tardia se comparada ao início do campeonato, é somar pontos na casa do adversário e retornar em segurança, haja vista, que, apesar de estar em 9º lugar, com cinco pontos, o ABC, lanterna da Série B, tem dois. Maior concorrência impossível!
Mesmo assim, a nova cartilha rezada na Curuzu é testar ao máximo todos os jogadores, até afunilar a equipe ideal. A prova disso foi a primeira relação. Givanildo selecionou 20 nomes, dos quais sete são reforços. Mais uma vez o zagueiro Jean é ausência. A troca de comando técnico, contemplada com a queda do “titularismo absoluto” já anima quem tem sede de bola.
“Acho que é preciso ter calma e esperar a oportunidade. O time foi muito bem contra o Paraná e conseguiu os três pontos. Fazendo bem o trabalho dentro de campo, as chances vão surgir e você precisa estar bem. Eu estou tranquilo, aguardo a minha oportunidade e espero manter da melhor maneira”, pontua o meia Diego Barboza.
Seguem vetados pelo departamento médico o volante Ricardo Capanema, em recuperação de uma lesão no joelho direito; o lateral-esquerdo Rodrigo Alvim, recém saído de uma contratura muscular, e o atacante Heliton, em recuperação de uma entorse no tornozelo. Marcelo Nicácio, figurante entre os relacionados, assinou contrato na manhã de ontem com o Paysandu.
Diário do Pará
