Recém-promovido do sub-17, Reis viu, da arquibancada, Diego Barros erguer a taça do último título do remo
Gerações muito distintas entre si dividiam o gramado do Baenão ontem: de um lado os experientes, como Diego Barros, atualmente o mais velho do grupo remista; de outro, a base, constituída por peças como Lineker, Jonattan e Reis. O último foi campeão do Paraense sub-17 no último sábado. Na campanha, se notabilizou pelos passes precisos, a habilidade com as duas pernas e pelos seis gols marcados.
Quando a torcida foi liberada para entrar no Baenão, duas senhoras correram para as grades e começaram a gritar para Diego Barros. Uma delas vestia uma camisa com a assinatura do zagueiro e o número três que ele usou até deixar o clube, no fim de 2008. O reconhecimento e carinho são frutos do empenho de Diego quando defendeu. O jogador nunca escondeu a emoção de vestir a camisa do Remo e não perdia oportunidades para demonstrar o amor que sente pelo clube.
"O torcedor reconhece quem briga em campo, o lutador. E esse jogador nunca deixarei de ser, ainda mais no clube que eu gosto", disse Diego, agradecendo o carinho da torcida.
O amor que Diego Barros demonstra em palavras, o jovem Reis, 16, conhece bem. Torcedor remista, viu das arquibancadas quando o zagueiro ergueu a taça do último título azulino: o Parazão de 2008. Gesto que ele sonha ver ser repetido agora, de perto. "Era torcedor, e agora estou realizando esse sonho de jogar no Remo. O torcedor ainda não me conhece, mas vai ouvir falar de mim", disse ele, que se descreve como um meia habilidoso, que joga pelos dois lados e bate com os dois pés.
Apesar da diferença de idade, há pontos em comum entre os jogadores do elenco remista. Diego Barros lembra que, em 2008, Jonattan, então com 16 anos, foi campeão paraense. "É bom os meninos pegarem essa noção do que é vestir a camisa do Remo, a cobrança do que é o profissional. Torço para que muitos deles façam parte do Remo daqui para frente e que sejam vitoriosos aqui dentro também", disse.
A ficha, no caso de Reis - que adotou o nome para facilitar, já que Isnairo confundia os treinadores - ainda não caiu. "Depois do jogo de sábado, fui para casa, só ouvi pela rádio, mas não tinha a confirmação mesmo (de que seria integrado aos profissionais). Optei por vir hoje. Fiz um trabalho leve e estou esperando a semana agora", diz.
08 dezembro 2010