15 janeiro 2013

Jogador, autor do bonito gol que deu a vitória do Clube do Remo contra o Santa Cruz, começa a cair nas graças da torcida azulina

Coadjuvante? Talvez, nunca mais. O atacante Val Barreto foi o grande protagonista da vitória por 1 a 0 do Clube do Remo diante do Santa Cruz, na segunda-feira, na primeira rodada do Campeonato Paraense 2013. O jogador marcou o único gol do jogo, que garantiu ao clube os três primeiros pontos na competição, seguindo firme no objetivo de conquistar o Estadual e garantir vaga na Série D do Campeonato Brasileiro.
Valdenir Barreto tem 26 anos e é natural de Rio Brilhante, no Mato Grosso. Assim que chegou ao Estádio Baenão, quis mostrar logo as credencias: “Quero ajudar com gols”. Até então desconhecido da torcida azulina, teve que ficar no banco de reservas. Branco e Fábio Paulista foram escolhidos como titulares. Com o jogo complicado contra o Santa Cruz, o técnico Flávio Araújo apostou no suplente que, aos 24 minutos do segundo tempo, acertou um belo chute no ângulo do goleiro Evandro, lance que definiu o jogo. E se engana quem acha que o gol foi por acaso.

- Essa é uma característica minha, de bater forte de fora da área. Nos treinamentos sempre tento e tenho o costume de fazer isso. É tudo questão de trabalho e procurar fazer isso durante o jogo. Graças a Deus tive essa felicidade. Acertei aquele chute. Se der espaço, vou chutar. É um lance rápido, que acontece em milésimo de segundo – disse.
Val Barreto foi tão aplaudido pela torcida que até entregou a camisa que usou no jogo para uma torcedora, que gritava, eufórica, das arquibancadas. Ainda teve quem apelidasse o atleta de Balotelli, em alusão ao atacante italiano que joga no Manchester City: “Nada a ver, nada a ver”, riu Val, ao ser indagado pela imprensa sobre o que achava do apelido. Vibrante, Barreto prefere ser conhecido como um jogador que entra em campo e faz a alegria do torcedor azulino.

- Temos que sempre tentar fazer o melhor para a torcida. Eles vieram cedo para o jogo. Enfrentaram trânsito quando foram embora. Alguns moram longe e passam por sofrimento para assistir o Remo. Então, temos que dar a vida por essa torcida maravilhosa. Vou sempre procurar dar mais vontade em campo, pois, assim, a torcida vê o nosso empenho e aplaude a cada bola ganha.

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