O atacante Aleílson, do Paragominas, pode subir no ranking do prêmio Artilheiro do Ano. Isolado na artilharia do Campeonato Paraense 2013 com sete gols marcados, o jogador entra em campo nesta quinta-feira, para o confronto diante do Clube do Remo, pela partida de ida das semifinais do Primeiro Turno do Parazão. O homem de frente do Jacaré vai jogar com o apoio da torcida do clube onde já virou xodó.
Os principais goleadores da temporada são Alemão, do Crato, e Giancarlo, do Ferroviário, times que disputam o Campeonato Cearense. O atleta já marcou oito gols no ano. Dentre os jogadores que estão em segundo no ranking ao lado de Aleilson, estão Hernane, do Flamengo, e Tiago Chulapa, do Treze-PB.
Quem vê o sucesso de Aleílson, atualmente com 27 anos, nem imagina que há pouco mais de quatro anos a rotina do atacante se resumia a trabalhar em uma fábrica de rodos e vassouras em Marabá, Sudeste do Pará, e se divertir nos fins de semanas jogando peladas com índios da aldeia Kikategê, time que se tornou profissional em 2009. Ganhou uma oportunidade no Águia de Marabá, onde atingiu o auge marcando um dos gols da vitória do Azulão por 2 a 1 diante do Fluminense, pela Copa do Brasil de 2009.
As boas atuações fizeram com que, ao lado do meia Flamel, seu companheiro na equipe paraense, Aleílson ganhasse uma oportunidade de teste no Flamengo. Logo foi aprovado pelo técnico Cuca. Na Gávea, treinou ao lado de Adriano Imperador, atuou em uma partida pelo Campeonato Brasileiro, mas acabou sendo dispensado, assinando, logo em seguida, com outro clube do Rio de Janeiro, o Olaria, detentor de parte do passe do jogador.
- Tive uma passagem boa no Flamengo. Acredito que poderia ter sido bem melhor se fosse mais aproveitado no clube. Mas agora tudo isso são só lembranças. Tenho que trabalhar mais, me esforçar para que, assim, novas chances apareçam como aconteceu com o Flamengo – espera o atacante.
Em 2013, Aleílson foi contratado pelo Paragominas, indicado pelo técnico Fran Costa, depois de fazer dois gols pelo Gavião Kikategê, na Segunda Divisão do Parazão. Virou ídolo alviverde. Fez três gols na fase preliminar do Estadual e mais sete na fase atual. Já são 10 gols do marabaense em 11 jogos com a camisa do Jacaré. O atleta falou do bom momento e da possibilidade de ganhar o prêmio de Artilheiro do Ano.
- Tudo é trabalho e dedicação. Isso é o que mais tenho: vontade de ser vencedor. No Águia fui revelado, vim do amador para o profissional e não tive muito tempo como aqui para me preparar. Por isso o trabalho vem aparecendo. Esse prêmio tem uma importância muito grande na minha carreira. Mas não penso nisso agora. Tenho que pensar no Remo, que eu possa fazer um bom jogo. Assim o prêmio vem naturalmente.
O PRÊMIO
O troféu do Prêmio Friedenreich é uma iniciativa do programa "Globo Esporte", da TV Globo, em parceria com o GLOBOESPORTE.COM. E a disputa para ganhar o troféu é bastante democrática - e, com isso, acirradíssima. Todos os que disputam as Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro estão na briga. Além dos gols marcados nas quatro divisões da competição, serão contabilizados os feitos nos Estaduais (apenas da primeira divisão), Copa do Nordeste, Copa do Brasil, Taça Libertadores, Copa Sul-Americana, Recopa Sul-Americana e Mundial de Clubes da Fifa.
* Com informações do repórter Danilo Pires, da TV Liberal.