Resignado, o técnico do Remo, Givanildo Oliveira, que chegou para trabalhar nas semifinais, depois da demissão de Paulo Comelli, pediu desculpas aos torcedores, assumiu sua responsabilidade, mas fez algumas considerações. Atribuiu a derrota azulina ao condicionamento físico deficiente do plantel e ressaltou que só voltará um dia ao Leão se for para assumir a equipe desde o início de uma temporada. Giva e seus auxiliares, Wellington Vero e Claudinho, foram contratados apenas para essa parte final do Campeonato Paraense, por um valor especulado de cem mil reais.
“É triste, é ruim. Peço desculpas à torcida do Remo, mas é difícil deles aceitarem. Não deixo de assumir minha culpa, porque eu vim para dois jogos, mas era para ser seis. Não vim amarrado, mas porque quis. Acabei de conversar com o presidente (Sérgio Cabeça) e disse para ele em tom de desabafo, que em Belém, no Remo principalmente, não trabalho mais dessa maneira. A não ser que o Remo queira me contratar e seja um acordo em janeiro, para armar o time do jeito que se pode e do jeito que eu quero”, observou.
Sobre o revés em si, Givanildo tirou suas conclusões. “Me desculpe o rapaz que estava antes, o preparador físico (Manoel Santos), mas o maior adversário do Remo foi a condição física. Tinha jogador que estava andando em campo. Prova é que no primeiro jogo tivemos quatro jogadores com cãibra e nos quinze minutos finais o Independente poderia ter feito um, dois ou até mais gols, porque não tínhamos forças. Aqui foi a mesma coisa. É difícil enfrentar um time como o Independente com uma condição dessas. Aquele Joãozinho, Nossa Senhora, o que ele dá de trabalho. Ele consegue marcar dois, três zagueiros”, admirou-se sobre o atacante do Galo Elétrico. Sobre o futuro, foi categórico. “O Remo tem que seguir a vida dele, o torcedor, se puder que me desculpe e eu vou seguir a minha (vida)”, avisou.
Diário do Pará