'A diretoria está completamente dividida. Não dá apoio aos jogadores, não os incentivam, enfim, não foram profissionais. Quando eu cheguei, o clube estava praticamente rebaixado, a torcida não comparecia ao estádio, o público pagante era mínimo, não chegava a quatro mil, e agora a gente já conseguiu levar mais de oito mil torcedores para o campo de novo. Mesmo assim, ele [presidente] ainda nem me ligou para dizer um obrigado por ter mudado toda essa situação do São Raimundo', dispara Guerreiro.
As reclamações não terminam por ai. Charles ainda diz que alguns detalhes no decorrer do campeonato levaram ao triste resultado do jogo de volta contra o Cametá, no sábado (28), quando o Pantera perdeu por 3 x 0 e ficou fora da final do returno do Parazão. 'A viagem para Cametá, por exemplo, que era para ser na quinta-feira e do nada passou para sexta. Eu falei para o presidente que isso ia deixar o time cansado, que podia até interferir no resultado do jogo, e foi exatamente o que aconteceu. Além disso, nós não conseguimos treinar antes de entrar em campo no sábado, porque não deu tempo'.
Sobre continuar treinando a equipe santarena, Guerreiro disse que tudo vai depender da decisão do presidente, não só a respeito dele, mas também sobre os diretores que pediram para deixar o clube nesta segunda-feira (30). 'Se o Tolentino [diretor do departamento médico] deixar a equipe vai ser complicado eu continuar na equipe, porque ele é o único que é sensato, e inclusive, acho que seria um bom presidente para o São Raimundo', afirma.
Sem rumo, Guerreiro diz que sentirá saudade de apenas uma coisa se deixar o Pantera: a torcida. 'Eles são incríveis. Quando estão confiantes na equipe vão mesmo para campo e incentivam o grupo. E digo mais, aqui no Pará as torcidas são do Remo, Paysandu e São Raimundo. E só'. conclui.
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