30 maio 2011

O Independente soube impor, com autoridade, seu ritmo de jogo. E olha que foi o Leão Azul que protagonizou o primeiro lance da partida, com Rafael Morisco em cobrança de falta. A partir daí, aos 4 minutos, Adenisio arriscou uma bomba de longe, na direita do gol do azulino Lopes. Era o começo de um verdadeiro massacre no Navegantão. É bem verdade que o Remo até esboçou uma reação em alguns lances.
Mas o clube da capital não foi páreo para a pressão do time interiorano, que marcava muito bem, sem largar mão de ser ofensivo. O quarteto ofensivo do Independente, formado por Gian, Marçal, Marcelo Peabiru e Joãozinho estava em uma tarde inspirada. O ex-príncipe do Baenao Gian, por sua vez, mostrou boa condição física, apesar de seus 37 anos nas costas. Corria, dava bons passes e até ajudava na marcação. E tinha gente na cúpula azulina dizendo, no início do ano, que o experiente meia estava acabado para o futebol... “Fico feliz de ter atuado bem, devo isso ao Roca (preparador físico), tô muito feliz”, disse Gian, completando, logo em seguida: “Não tem como não ficar triste (pela eliminação do Remo), a partir do momento que acaba o jogo. Mas dentro de campo, eu honro as cores do time que eu defendo, como foi hoje (ontem, 29)”.
O atacante Joãozinho, outro destaque do Galo Elétrico, disse que o trabalho de preparação para o Campeonato Paraense começou em dezembro do ano passado e, acredita, que ‘camisa não ganha jogo’. O jogador deu uma alfinetada na torcida remista, encolhidinha no estádio. “A torcida do Remo veio também, mas aqui quem canta de galo é o Independente”, finalizou, antes de tirar a foto posada do time. 
Diário do Pará