13 julho 2011

A Federação Paraense de Futebol (FPF) conseguiu a liberação da verba do patrocínio da Funtelpa, referente à segunda parcela do contrato de transmissão do Parazão 2011. No Remo, a cota de R$ 345 mil será utilizada para pagar salários atrasados dos funcionários e jogadores, além dos acordos financeiros com os atletas e membros da comissão técnica que deixaram o clube após o fracasso na competição estadual. Todos deixaram o Baenão levando cheques pré-datados.

Segundo os dirigentes da FPF, faltava apenas homologar o pedido, o que foi feito ontem, para que o dinheiro fosse liberado para os clubes. Na semana passada, a direção da Federação já havia passado para a Funtelpa a certidão negativa expedida pelo INSS, comprovando que a entidade estava quite com suas obrigações sociais junto ao órgão federale.

O dinheiro demorou, mas veio em boa hora. Ontem, o Remo completou exatos dois meses e meio sem pagar os atletas do clube. Já os funcionários estão no quarto mês sem ver a cor do dinheiro.

A diretoria remista não conseguia receber a verba da patrocinadora por não possuir as certidões negativas necessárias para repasse de verba de uma empresa estatal. Situação idêntica a dos demais clubes paraenses. Mas, assim como foi feito desde o ano passado, a FPF assumiu a responsabilidade por receber o recurso e repassá-lo aos clubes.

O problema, dessa vez, foi que a direção da Funtelpa havia identificado uma dívida da entidade com o INSS. Por isso, a Federação precisou apresentar uma série de comprovantes de pagamentos para regularizar sua situação e receber a certidão negativa. Um processo que, por conta da burocracia, demorou quase um mês para ser concluído.

Para o ano que vem, o Remo espera, enfim, conseguir as certidões negativas para receber normalmente a verba da Funtelpa. Segundo o presidente Sérgio Cabeça, a parceria é boa e, por isso, quer definir logo essa pendência.

Rotina - Durante o Parazão, alguns jogadores chegaram a reclamar do atraso no pagamento de salários. Chegaram até a convocar uma reunião com o presidente antes de um treinamento no Baenão, em um dos episódios mais polêmicos dos últimos anos no Leão Azul. Mas quem mais tem sofrido com o problema são os funcionários do clube. Nos últimos anos, eles têm convivido com atraso de pagamento dos salários.

Nesta temporada, essa rotina chegou a incomodar o próprio técnico Paulo Comelli, que entregou cestas básicas aos funcionários mais humildes do Remo e cobrou uma atitude da diretoria para solucionar o problema. Alguns jogadores do time também apoiaram a atitude do comandante. (Amazônia Jornal)