01 julho 2013

O presidente em exercício do Clube do Remo, Zeca Pirão, declarou nesta segunda-feira (1), que a agremiação que dirige passa por grandes dificuldades financeiras: os patrocínios acabaram, não existe receita de ingressos e dificilmente o clube conseguirá arcar com seus compromissos.

"O patrocínio da transmissão do Parazão já terminou, o do Banpará está bloqueado pela Justiça do Trabalho e do da Big Ben e Cerpa foram todos antecipados para o ex-presidente (Sergio Cabeça). O Remo está praticamente falido porque não tem receitas, não temos como pagar nossos funcionários", explicou o dirigente, que completou dizendo que "a saída é trabalhar muito e esperar que algum remista nos ajude financeiramente".

Pirão, que ocupou o cargo de presidente depois do afastamento de Sergio Cabeça, desabafou criticando os antigos mandatários azulinhos pelas dívidas deixadas. "Eu fico revoltado com as outras gestões que deixar o Remo chegar nesta situação. O clube, em muitas oportunidades, foi julgado à revelia. Essa atitude não é de quem ama a instituição", avaliou.

CARROSEL
Uma das saídas para os remistas pode ser o arrendamento do espaço do Carrosel, terreno que fica em frente ao estádio Baenão (na avenida Almirante Barroso). Pirão tenta negociar com a Justiça do Trabalho uma forma de utilizar o terreno para pagar as dívidas trabalhistas do Leão.

"O Carrosel está como garantia para a Justiça do Trabalho e não está podendo ser utilizado. Nós vamos negociar com a Justiça para que possamos arrendar o local e destinar os recursos para o pagamento da dívida do Remo. Queremos muito fechar esse acordo. Eu já estou também negociando com empresas que querem este espaço e que inclusive aceitam adiantar o dinheiro para pagarmos as dívidas trabalhistas todas, que hoje em dia está em torno de R$ 10 milhões, mas que com dinheiro em mãos pode reduzir para cerca de R$ 5 milhões", explicou.

UNIÃO
Pirão também convocou os torcedores comuns, os grandes empresários remistas e os grupos organizados para ajudarem o clube financeiramente e também com novas ideias. "Peço a quem possa e queira ajudar, que venha conversar comigo. Eu tive uma reunião com a Assoremo (Associação de Sócios do Remo) e fiz o convite para que eles nos ajudem. Além disso, que puder emprestar dinheiro ao Remo também será bem-vindo, e não é dado não, vamos pagar e com juros", pediu.

DOL