O Remo até que conseguiu se sobressair perante o Excelsior Rotterdam, da Holanda, aplicando dois gols no tempo normal, saídos dos pés do promissor lateral-esquerdo Marlon e do atacante Thiago Marabá. Mas, frente ao arquirrival, as inúmeras tentativas de Marlon e do lateral-direito Elsinho não foram frutíferas na hora de finalizar.
No Paysandu, o ponto fraco continua a ser a falta de um ‘matador’, visto que Thiago Potiguar ainda é deslocado para a frente, o que não é sua função de origem; sem contar a eterna dependência do veterano Zé Augusto, que sempre é aposta para os momentos decisivos. Apesar de ter sido coberto de elogios pelo técnico Sérgio Cosme, nem sempre a ‘luz’ que acompanha o ‘Terçado’ está disposta a iluminar o caminho bicolor, como ficou claro ontem, no penal perdido por ele.
O festival de cartões amarelos distribuídos no Re-Pa, além da expulsão do técnico do Paysandu e do lateral-direito Sidny, é indicativo que o lado emocional da turma precisa de atenção, ou então os problemas com desfalques por advertência serão motivo para muita dor de cabeça no decorrer das disputas.
Os méritos, por enquanto, vão para a zaga e arqueiros das duas agremiações. O Remo saiu sem levar gols no tempo normal dos dois jogos disputados, enquanto o Paysandu apenas um, na primeira partida. Só ainda não se pode afirmar, se pela improdutividade dos ataques, ou pelo talento dos setores defensivos.
AJUSTES
Uma coisa ficou clara na decisão de ontem: Remo e Paysandu precisam melhorar o seu poder ofensivo, além de cuidar melhor dos nervos.
Diário do Pará