Durante a reunião, que foi encabeçada pelo presidente da Tuna, Fabiano Bastos, e pelo diretor de futebol do São Raimundo, Sandicley Monte, além do vice-presidente do Castanhal, Gil Correa, os dirigentes decidiram que o valor a ser pleiteado será de 30% do que recebem Remo e Paysandu.
De acordo com o contrato de compra dos direitos de transmissão do Parazão, assinado entre a Funtelpa e a Federação Paraense de Futebol (FPF), tanto o Leão Azul quanto o Papão recebem aproximadamente R$ 1,2 milhões por ano. Já os demais clubes participantes da competição teriam direito a apenas R$ 70 mil. Agora, os dirigentes dos "intermediários" querem que este valor suba para algo em torno de R$ 370 mil.
O encontro de ontem também determinou que o deputado estadual Arnaldo Jordy será o responsável por encaminhar a proposta dos clubes aos diretores da Funtelpa. "A reunião de hoje (ontem) serve para que possamos brigar pela equidade das verbas do Governo do Estado. Queremos uma melhor divisão desse ‘bolo’. Entendemos o apelo de Remo e Paysandu. Queremos deixar bem claro que não temos nada contra eles, mas a Tuna também é forte, Cametá e Santarém também enchem seus estádios", argumentou Fabiano Bastos, deixando em seguida uma ameaça velada no ar.
"Os outros clubes também precisam de uma verba maior para poder crescer. Já pensou se a gente radicalizasse o campeonato e saíssemos da competição? Remo e Paysandu jogariam sozinhos o torneio durante seis meses", cutucou o mandatário cruzmaltino, em tom irônico.
Amazônia Jornal