11 janeiro 2011

A Tuna Luso Brasileira deu início a um processo de reestruturação de suas categorias de base. Chefiado pelo ex-zagueiro Sérgio, que teve passagens marcantes por Remo e Paysandu, e contando com os também ex-atletas do clube Ondino e Luís Octavio, o projeto é formar novos valores em longo prazo. Sérgio atuará na parte administrativa, como coordenador técnico, enquanto os demais ficarão responsáveis pelas categorias sub-15 e sub-17, respectivamente. Eles foram apresentados ontem, onde iniciaram os trabalhos com o técnico do sub-20, Jaime Souza, e o responsável pelo sub-13, Antenor, que já estavam no clube.
“A Tuna tem tradição em formar atletas. Só para citar alguns, o Geovane, Jobson, Magno, Vélber, P.H. Ganso e eu começamos aqui, nesse verdadeiro celeiro de craques. Estamos montando esta estrutura para aproveitar o talento dos atletas que vão surgir”, afirma o coordenador técnico Sérgio. No projeto inicial, consta a viabilização de dois campos de futebol, com dimensões oficiais, atrás do estádio Francisco Vasquez, além de alojamentos e acompanhamentos das jovens promessas. Uma equipe formada por uma assistente social, uma psicóloga e a construção de um consultório dentário estão entre as prioridades do projeto, que pretende não apenas formar novos jogadores, mas, também, cidadãos.
Ondino reuniu alguns atletas mirins e discursou por aproximadamente meia hora, no vestiário da Tuna, pouco depois de sua apresentação. A expectativa é colher os frutos do trabalho no fim do ano. “O nosso trabalho é integrarmos todas as categorias da base, para acompanharmos o jogador, dar apoio, desde os seus 12, 13 anos”, relatou o ex-atleta, após o discurso. Um dos idealizadores do projeto, o presidente Fabiano Bastos acredita que o investimento nas categorias de base irá dar frutos para o clube no futuro.
Muitos jogadores saem do clube, como o meia Fininho (foi para o Remo), sem deixarem um centavo para os cofres lusos. “Não ganhamos nada na base no ano passado. Temos que ter o jogador pronto, vindo das categorias depois de todo o apoio nosso. Aí teremos mais jogadores da base no profissional e poderemos até lucrar com vendas futuras”, acredita o presidente.

Diário do Pará