Um campo aberto em uma área florestal. Esse era o local onde se situava o gramado denominado Luis José, lar do Progresso, adversário do Clube do Remo, na tarde de ontem, em Tracuateua. O adversário ofereceu bastante trabalho ao Leão. O saldo foi o primeiro empate, com o placar de 0 x 0, nos cinco amistosos disputados pelo Remo, até aqui. A cidade conhecida pelos seus balneários, com cerca de 40 mil habitantes, mostrou-se dividida na torcida que compareceu em bom número. “O Progresso é time bom daqui, com jogadores da região”, comentava o torcedor Francisco Soares, 43 anos, que acompanhava a partida de longe, tomando uma cervejinha, ao lado do amigo, Carlos Pantoja.
Dentro das quatro linhas, os jogadores do Progresso fizeram jus às palavras de seu Francisco. Não deixaram o Remo ter espaço em campo. Os gritos do treinador Paulinho Cardoso serviam de ânimo. “Vamos, vamos, precisamos ganhar. Vamos parar essa cidade com nossa vitória”, gritava ele. Tanto entusiasmo acabou levando sorte ao Progresso. O zagueiro da equipe, Junior, salvou seu time de levar um gol usando a mão: pênalti e expulsão. Mas, na hora da cobrança, Betinho, o atual batedor de bolas paradas do Baenão, perdeu. Alegria geral no banco de reservas do Progresso. Mesmo com um a mais, o Leão não conseguiu marcar no que, até aqui, foi o jogo mais difícil na jornada pelo interior do Pará.
“Foi o adversário que mais deu trabalho, o time deles era bem organizado. É importante destacar que não tivemos comando no nosso meio-campo”, analisou, ao final da partida, Sinomar Naves, técnico do Remo. (Diário do Pará)
29 outubro 2011