Os reforços ainda estão chegando e tudo indica que o time ainda vai mudar muito antes da estreia no Campeonato Paraense, em janeiro. Mas, aos poucos, o Remo vai ganhando ritmo de jogo, entrosamento e um padrão tático. Os jogadores mais jovens ganhando experiência e evoluindo física e tecnicamente. Os resultados, como o empate sem gols diante do Progresso Esporte Clube, em Tracuateua, na sexta-feira passada, são o aspecto da preparação que menos importa.
Mas mesmo diante da notória evolução, o técnico Sinomar Naves ainda enxerga tudo como o início de um processo. "Quando iniciamos o trabalho, o time não existia em termos de equipe ou organização tática. Estamos trabalhando. Não conseguimos nada, a não ser o primeiro passo", comentou o treinador azulino para, em seguida, complementá-la em tom auto-explicativo.
"Qual o foi o primeiro passo? Definir uma formação titular, ter organização tática e repetir a equipe. Ainda estamos com muitas coisas por fazer. Estamos em uma situação interessante, em relação àquela em que começamos", comentou Sinomar, que avaliou seu time taticamente. "O time tem mostrado um padrão de jogo bem definido, cada setor da equipe tem desempenhado o seu papel corretamente e os jogadores estão aproveitando bem as oportunidades que estão ganhando."
Taticamente, Sinomar tem escalado sua equipe com três meias e dois atacantes. Um esquema ofensivo e que aparentemente deixa a defesa vulnerável, já que Allan Petterson tem características de um volante clássico. Betinho, apesar de se posicionar como um segundo volante, tem liberdade para se aproximar dos atacantes como um terceiro armador.
"É possível ter equilíbrio nesse sistema, porque os meias também tem a função de dar o primeiro combate quando o time adversário recupera a bola.Isso sustenta todo o esquema que montamos. Fica bom de jogar para o Betinho, que é um meia que estamos adaptando à função de segundo volante", ressaltou.
Ao analisar especificamente o empate no amistoso de sexta-feira, em Tracuateua, Sinomar afirmou que independente do resultado observou uma evolução na equipe.
"Tivemos várias oportunidades reais de gol e até desperdiçamos uma cobrança de pênalti. Mas o mais importante foi que nosso time superou o péssimo estado do gramado e se mostrou sempre compacto", comentou ele, emendando que não acredita existir resultado injusto no futebol. "Tivemos as chances e não aproveitamos. Foi isso." (Amazônia Jornal)
31 outubro 2011