07 agosto 2011



Se por um lado Diego Amaral, Tardely, Betinho, Reis são as jovens promessas do Clube do Remo, e que ainda estão na pretensão de deixar sua marca na história do clube, existem ídolos do passado que não só escreveram seu nome. Eles deixaram um rastro de saudade nos torcedores mais nostálgicos do Leão.
Ubiratã Silva do Espírito Santo, mais conhecido pela nação azulina como Bira, foi um desses ídolos na década de 70. Campeão paraense nos três campeonatos que disputou pelo Remo, sendo artilheiro nos anos de 1978, com 25 gols, e de 1979, quando fez 32 gols. O feito de Bira não é superado até hoje por ninguém: ele é e maior artilheiro do Parazão em uma só temporada.
Hoje, o ex-jogador, com 56 anos mora em Macapá, trabalha como superintendente do estádio estadual Zerão. Bira vê com tristeza a crise vivida pelo Filho da Glória e do Triunfo. Mas acredita que o caminho seja esse: ter jogadores com comprometimento com a história do Remo. “Na minha época, o Remo era como uma família. Grande parte do time era local e poucos eram de fora. Eu era um deles”, relembra. “Confiávamos uns nos outros e na diretoria. Nossa confiança era tanta que chegávamos a assinar contrato em branco. A gente só se preocupava em ajudar o Remo”, explica.
Cerca de 40 anos tempo separam Betinho, Reis, Jayme, Diego Amaral, Tardely e os outros garotos do atual elenco da época de glória vivida por Bira e sua trupe no Clube do Remo. Épocas diferentes. Mas o desejo é o mesmo: crescer junto com o Leão. “O mundo do futebol dá voltas nos resultados. Desde 2008 as coisas não acontecem, acho que chegou a hora”, declara Diego Amaral, o mais velho da equipe, com apenas 26 anos.
BIRA DOIDO: O estilo do centroavante priorizava o faro de gols. Bira tinha muita força física. Era um atacante da moda antiga.
(Diário do Pará)