04 agosto 2011

É DIFÍCIL Reis não tem dinheiro para o vale-transporte (Foto: Mário Quadros)
Desde a apresentação oficial na segunda-feira (1), a garotada do novo Remo retornou às atividades e passou a ir no período da manhã treinar. Mas o salário que é bom, continua sem cair nas contas bancárias dos jogadores. “Estou esperando aqui (o pagamento), mas preciso do salário para pagar meu vale-transporte”, expõe o meia Reis, de 18 anos, referido-se à locomoção da sua casa até o Baenão. Passam pela mesma situação todos os outros jogadores do Leão. Remanescentes do time da temporada sem sucesso de 2011, os atletas ficaram em segundo plano nas prioridades dadas pela diretoria.
O pagamento poderia ter sido realizado com os R$ 345 mil de patrocínio do Governo do Estado do Pará - pela transmissão de imagem do Remo nos jogos do Parazão desse ano - recebidos no último 12 de julho. Alguns, como o próprio Reis, nessa época, chegaram a receber uma quantia, mas os atrasos já batiam os quatro meses. Hoje, a média de atraso é de dois meses.
“Estou aguardando também. Dois meses, por sinal”, confirmou o atacante Zé Inácio, oriundo das categorias de base do Leão. “Mas quem sabe nos próximos dias, os diretores depositem o dinheiro para podermos comprar o que queremos”, deseja Inácio. “Às vezes queremos comprar até material pra gente, como chuteira, mas não tem dinheiro. E fica difícil assim”, complementa Reis. (Diário do Pará)