Demorou a começar o treino de ontem à tarde na Curuzu. O jogo-treino com a equipe do Bragantino atrasou em cerca de uma hora devido ao atraso na chegada do time do interior. A movimentação era para colocar em atividade, num treino mais puxado, os jogadores do Paysandu que vêm tendo poucas oportunidades ou estão voltando de lesões.
A escolha da equipe do interior, que se prepara para a Segundinha do Campeonato Paraense, foi justificada pelo técnico Roberto Fernandes como uma forma de impor um desafio duro e realmente profissional a esses atletas. Mas os dois lados confundiram vontade com violência.
Em dois momentos, as jogadas ficaram mais pesadas e descambaram para agressões. No primeiro lance, o zagueiro bicolor Jorge Felipe dividiu com o atacante Lucas no meio- campo. O jogador do Bragantino, pressionado, deixou o pé e também a mão no rosto do defensor do Papão, que perdeu a paciência e mandou ver uma bofetada no adversário. Obviamente, o tempo fechou e os dois só não chegaram às vias de fato por causa da "turma do deixa-disso" - embora outro grupo quisesse dar prosseguimento à confusão.
A segunda confusão precipitou o fim do jogo-treino. Em outra dividida, que resultou num arremesso lateral, o bicolor Jean e o bragantino Lulinha, o primeiro lateral pela esquerda e o segundo pela direita, exageraram na disputa pela posse da bola, trocaram empurrões e chegaram a cair no chão, ensaiando uma briga.
O auxiliar-técnico do Paysandu, Zé do Carmo, que apitava a partida, aproveitou para encerrar as atividades já que as confusões aumentavam progressivamente. No final, houve empate nas agressões e vantagem bicolor no placar: 1 a 0, gol do centroavante Diogo Galvão. Para o atacante, o treino foi normal, apesar das altercações.
"Isso faz parte. Independentemente de ser um treino, todos querem vencer. O ambiente ficou um pouco exaltado, mas isso é normal. O importante foi o trabalho. (Amazônia Jornal)