Na última quarta-feira (3), o governo do Estado anunciou a realização do resgate da Copa Roca em Belém, onde o título é disputa em dois confrontos entre Brasil e Argentina. O primeiro será na casa dos hermanos e o segundo, na capital paraense, no Mangueirão. O estádio pode até não ser o Coliseu, onde era realizado o duelo entre gladiadores, mas que a manobra muito se assemelhou com politicagem da Roma Antiga, ficou nítido. “Acredito que essa partida é apenas uma forma de melhorar a imagem feia que ficou de Belém por não ter sido escolhida sede da Copa de 2014. É um jogo de peso, sim, mas a finalidade é essa: só consolação”, afirma o jornalista Diorde Corrêa, 25 anos.
A mesma opinião é compartilhada pelo analista de sistemas Simon Corrêa, 30 anos. “Politicagem pura. Manaus, politicamente, hoje, é mais forte que Belém e por isso ganhou a sede da Copa”, opina. Já o músico e produtor Sandro Ribeiro, 39, afirma que, para a cidade, o amistoso será bom, mas também denomina o embate como o ‘prêmio de consolação’. “Para a cidade vai ser bom, pois há muito tempo não acontece um grande evento de futebol aqui. Além disso, vai servir para tirar dúvidas sobre os jogadores que jogam no Brasil. O lado ruim é que parece que foi uma obra de caridade”, coloca.
Dos três entrevistados, Diorde é o único que irá ao jogo, pois pretende levar o filho e ver o paraense Paulo Henrique Ganso em ação. Já os outros dois... “Ir pra um jogo desses é fazer parte dessa máfia da CBF”, expõe Simon. “O ingresso com certeza será caro. Prefiro gastar meu dinheiro com outra coisa”, completa Sandro.
LADO BOM: Os paraenses poderão ver de perto o conterrâneo Paulo Henrique Ganso com a camisa da seleção brasileira, contra a Argentina.
LADO RUIM: A politicagem envolvida na realização do jogo, que está sendo considerado um “cala-boca” por Belém ter perdido a Copa.
(Diário do Pará)
LADO RUIM: A politicagem envolvida na realização do jogo, que está sendo considerado um “cala-boca” por Belém ter perdido a Copa.
(Diário do Pará)
