Depois de um começo irregular, o elenco do São Raimundo garante não ter perdido a confiança em uma virada na Série D. Para o meia Vélber, líder natural da equipe pela experiência e rodagem na carreira, a reação deve começar o quanto antes. E que partida melhor para essa reação será a da estreia do time diante da fanática torcida alvinegra, o Colosso do Tapajós, em Santarém, no próximo domingo, 14 de agosto, contra o Comercial-PI.
Para o "Risadinha", o time tem que aproveitar o carinho que vem das arquibancadas, e que pode ser absorvido de maneira ideal dentro das quatro linhas. O São Raimundo é o único time da Série D que ainda não jogou diante de sua torcida. E a culpa não pode ser creditada à CBF, que respeitou o mando de campo do Pantera, mas marcou a estreia na competição para Belém, uma vez que o Colosso dos Tapajós, em Santarém, não estava liberado para receber jogos. A situação foi irônica: mesmo jogando na capital paraense o maranhense Sampaio Corrêa tinha mais adeptos do que o mocorongo São Raimundo. O time sabe que a torcida sente saudades, por isso Vélber cobra dos companheiros empenho para não decepcionar. "Quando a gente sai nas ruas o povo é muito carinhoso, nos abraça, pede fotos. Eles trazem essa força para o time nas ruas, dentro de campo é melhor ainda", disse Vélber, alertando porém, para os perigos do adversário. "Não podemos pensar só na torcida. Sabemos da responsabilidade", disse.
Apesar de jogar a bola para a torcida, Vélber garante que o principal fator de mudança deve ser a vontade do grupo. "Tivemos um começo irregular, mas nunca deixamos de acreditar em nós mesmo. Sabemos da qualidade desse grupo e que as atuações estão abaixo da média. Aconteceram coisas que nos atrapalharam e que cabiam à diretoria resolver, mas isso faz parte do futebol", concluiu. (Amazônia Jornal)
10 agosto 2011