A diretoria do Remo fechou na manhã de ontem, por meio de seu Departamento Jurídico, um acordo com o meia-atacante Gian, que cobrava R$ 159 mil de uma dívida trabalhista. De acordo com o comunicado, a resolução do caso foi feita amigavelmente. A audiência foi realizada na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT/8), de Belém.
O acordo é visto como uma vitória pela direção azulina, sobretudo pelo momento crítico que o Leão atravessa. Do valor cobrado pelo jogador na Justiça, o Remo terá de pagar menos de um terço - R$ 42 mil - a partir do mês de agosto deste ano. O valor foi dividido em seis parcelas.
Há duas semanas, o vice-presidente jurídico, Ronaldo Passarinho, havia dito que tentaria reduzir a dívida com o argumento de que os culpados por todo o imbróglio são os antigos diretores de futebol do clube e o ex-presidente Amaro Klautau.
O Remo, porém, ainda não está "livre" das ações trabalhistas. Somente de janeiro até agora, mais 52 processos foram abertos contra o clube, cobrando desde salários atrasados até multas rescisórias e acordos não cumpridos. O clube precisa pagar mensalmente R$ 100 mil ao TRT para garantir que todas as fontes de renda do clube não sejam bloqueadas.
Além disso, existe o depósito mensal obrigatório de R$ 30 mil na conta do Projeto Conciliar e a necessidade de cumprir com os acordos que estão sendo feitos pelo setor jurídico do clube desde que Ronaldo Passarinho assumiu seu comando. (Amazônia Jornal)
10 junho 2011