Além da tranquilidade dos jogadores em relação à ação movida pelo Clube do Remo, que pretende suspender o andamento do Parazão, os dirigentes e o setor jurídico do Independente estão, digamos, sossegados em relação ao caso Edílson Belém. O advogado do clube, André Cavalcante, voltou a afirmar ontem que o time do interior não sofre qualquer risco de ser eliminado via tapetão. “Nós (Independente) não fomos nem intimados pelo TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) ainda e, por isso, não estamos ameaçados”, contou o advogado.
Um fato curioso foi relatado pelo advogado: na ação movida pelo Clube do Remo, além de não ter a assinatura de um advogado, e sim a assinatura do presidente do Remo (Sérgio Cabeça Brás), o nome do Independente Atlético Clube não é citado no documento.
Neste caso, segundo o advogado, a petição estaria inepta e o juiz do TJD, Antonio de Barra Brito, poderia, se quisesse, extinguir o processo, já que a mesma estaria incompleta. Afinal, o acusado (Independente) nem tinha como ser penalizado, pois não constaria no processo. Mas, se algo ocorrer, a defesa do Independente está pronta. “Não costumo perder minhas ações. Já defendi outros times também e obtive êxito”, disse, em tom sereno, o advogado André Cavalcante, que já trabalhou em equipes como Águia, São Raimundo, Cametá. Entre os seus feitos, conseguiu impedir que Tuna e Castanhal tirassem a vaga do Cametá no Parazão do ano passado e, em 2009, conseguiu manter a vaga do São Raimundo na Série D. Adivinha quem tentava tirar a vaga do Pantera? O Remo. (Diário do Pará)
04 junho 2011