06 junho 2011

Um velho ditado do futebol pode explicar a derrota do Cametá: “Quem não faz, leva”. Foi isso que aconteceu ontem (5) no Parque do Bacurau. Depois de fazer um primeiro tempo tímido, sem apresentar o seu característico poder ofensivo, durante todo o segundo tempo, após empatar a partida com um gol de pênalti de Leandro Cearense, o Mapará foi pressão total em cima do Independente, em uma sequência de mais de quatro escanteios seguidos e gols desperdiçados.
O gol da virada parecia que sairia a qualquer momento, até o goleiro Dida armar um contra-ataque fulminante, que pegou toda a zaga cametaense desprevenida, facilitando o trabalho para Wegno. O balde de água fria tirou todo o ânimo da equipe cametaense e de seus torcedores.
“Infelizmente, erramos muito nas finalizações. Também não tá fácil penetrar na área deles. Estavam bem arrumados”, tentou justificar o meia Robinho, um dos melhores em campo, que inclusive estava sendo observado por um empresário. “Sou profissional, primeiro estou pensando no meu trabalho aqui”, esclareceu.
O técnico Fran Costa afirmou que sua equipe perdeu por um descuido. “Foi um jogo muito disputado. Demos mais equilíbrio já no final do primeiro tempo. No segundo tempo não tínhamos alternativa a não ser ir para cima. A alternativa era tentar chegar pelas alas. Estava difícil, pois eles estavam com três volantes. Mas tentamos a todo o momento. Infelizmente, perdemos uma bola lá na frente e no contra-ataque eles fizeram o gol. Perdemos o jogo em um detalhe”, analisou. (Diário do Pará)