19 junho 2011

Que o contra-ataque é a jogada padrão do Independente, isso não é mistério para ninguém. E o êxito desse sistema passa, principalmente, pelo experiente meia Gian, de 36 anos. O jogador, que já rodou o Brasil e, há algum tempo, se firmou no futebol paraense, estava, na visão de muita gente, a um passo da aposentadoria no início do ano. Mas a resposta ficou a cargo do próprio jogador. “Não queria parar, senti que eu ainda tinha condições de jogar em um bom nível. Quero jogar mais dois anos ainda”, disse Gian.
Contratado pelo Independente dois dias antes do Parazão iniciar, o preparador físico Carlos Roca, juntamente com outros profissionais do departamento médico do time, se empenharam para deixar o meia na sua atual boa forma física. “Fizemos um trabalho diferente com o Gian em relação aos outros atletas. Ele foi ganhando forma aos poucos, jogo por jogo”, disse Roca, que destaca a disciplina do jogador como ponto-chave para o resultado satisfatório. Mesmo com todos os problemas, o jogador só ficou fora de três partidas neste Parazão, algo impressionante para um atleta com sua idade, mostrando que não é adepto ao ‘chinelhinho’ e que gosta mesmo é de jogar bola.
“Devo a minha boa fase a todos que me ajudaram nessa caminhada, do preparador físico ao presidente, todos foram importantes”, frisa o Príncipe, que anda colocando muito atleta mais novo ‘na roda’.
Em relação ao Papão, adversário de seu time nas finais da Taça Açaí, Gian adota um discurso de cautela. “Todos sabem da qualidade do Paysandu, mas mostramos que somos capazes também, e esses dois jogos tem tudo para serem muito disputados”, acredita o meia, que está a 180 minutos de fazer história com seu valente time. (Diário do Pará)