Ainda digerindo a fracassada temporada do Remo em 2011 e já pensando no planejamento para o Campeonato Paraense do ano que vem - próxima competição oficial do clube -, o presidente azulino, Sérgio Cabeça, admitiu que a decisão de manter Paulo Comelli no comando técnico da equipe mesmo depois da eliminação nas semifinais do primeiro turno, foi decisiva para o insucesso remista na segunda parte da competição.
'Não gosto muito de usar a palavra arrependimento, mas se tem alguma coisa da qual eu possa me arrepender é de não ter trocado a comissão técnica no intervalo entre o primeiro e o segundo turno. Na ocasião, pensei que o melhor naquele momento era manter o Paulo Comelli. Mas agora, fico pensando se nós tivéssemos feito a mudança talvez estivéssemos em uma melhor situação no campeonato', lamentou o dirigente, que só decidiu trocar o ex-treinador por Givanildo Oliveira às vésperas das semifinais do returno, quando Givanildo Oliveira assumiu o cargo.
Questionado se a queda de produção do time refletia a falta de qualidade do elenco, o mandatário disse pensar de outra forma. Repetindo o mesmo argumento que vem sendo recorrente nas declarações de outros cartolas remistas, Cabeça acredita que o grande problema do Leão Azul foi a falta de comprometimento de alguns jogadores com a causa azulina.
'Nós obviamente temos de reconhecer que o grupo não era excelente. Todos nós reconhecemos. Mas esse é o mesmo grupo que terminou o campeonato na liderança geral, com maior número de pontos. Ou seja, tinha qualidade para brigar pelo título. Por isso, acho que o que faltou foi comprometimento dos jogadores que vieram de fora para lutar pelos nossos objetivos neste ano', ponderou o presidente remista.
'Culpados' - 'Seria muito fácil chegar aqui e apontar culpados para as coisas que não deram certo no Remo. Mas não acho que este seja o papel de um presidente. Nós temos consciência de que algumas coisas andaram erradas e vamos fazer uma avaliação interna para ver exatamente onde erramos', afirmou Cabeça. 'Mas eu tive o cuidado de colocar pessoas sérias e competentes nos cargos ligados ao futebol do clube. Juntos não medimos esforços para formar esse elenco e dar condições de trabalho a todos. Mas, infelizmente, isso não foi suficiente', acrescentou.
Enquanto isso, já pensando em 2012, Sérgio Cabeça acredita ter encontrado a fórmula para evitar que a 'falta de comprometimento' atrapalhe novamente o time. 'Uma coisa que ficou clara para todos nós, principalmente depois da eliminação contra o Independente, foi que não podemos montar um elenco com quase 100% de jogadores de fora do estado. Acredito que a melhor solução é montarmos um grupo com 70% ou 80% de jogadores criados no Remo e apenas 30% ou 20% de atletas contratados fora. Assim, o elenco fica mais comprometido com o clube', argumentou. (Amazônia Jornal)
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13 junho 2011