14 junho 2011

É o que defende a diretoria do Paysandu, que vai pedir a transferência da decisão para o seu estádio

Marcado para o Mangueirão, o segundo jogo da decisão do Campeonato Paraense, dia 26 de junho, ainda pode mudar de lugar. A diretoria do Paysandu ainda estuda a possibilidade de pedir a transferência para a Curuzu, onde vislumbra uma arrecadação maior. Mesmo com uma limitação de público, essa arrecadação elevada se explicaria pela ausência das taxas cobradas no estádio estadual. Essa decisão terá que ser tomada hoje.

Depois da decisão do primeiro turno, quando a torcida bicolor invadiu o gramado da Curuzu e quase inviabilizou a premiação, o comando da Polícia Militar não recomenda mais jogos decisivos em Curuzu e Baenão com as participações de Paysandu e Remo e indicou isso ao Ministério Público. Mas como um jogo será no Navegantão, menor ainda que o estádio bicolor, as chances do Leônidas Castro não sofrer nenhum impedimento existem.

Entre os jogadores, as opiniões são conflitantes. Alguns preferem a Curuzu e o aspecto de caldeirão dela. Outros optam pela qualidade dada pelo Mangueirão. "A Curuzu é um caldeirão, o Mangueirão tem a vantagem de ter um gramado bem melhor. Particularmente, nessa situação de decisão, eu prefiro a Curuzu por causa do abafa que a torcida faz", comentou o centroavante Mendes no final de semana.

Já Alexandre Carioca é enfático ao mostrar preferência pelo estádio olímpico. "Eu prefiro o Mangueirão. O campo é bom, e temos também o apoio da torcida lá. Se conseguirmos um bom resultado em Tucuruí a torcida vai comparecer em peso. O gramado bom dá mais qualidade ao espetáculo", disse. "Temos que pensar grande e isso passa pelo Mangueirão. Temos que jogar em campos bons, como jogam as equipes grandes", completou o volante.

Semana começa com boas notícias para Roberto Fernandes
A semana de treinos do Paysandu começou com boas notícias. O técnico Roberto Fernandes teve todo o elenco à disposição - o volante Sandro não treinou por causa de dores lombares, mas não preocupa -, o resultado que levou o Independente à final do Campeonato Paraense deu ao Papão a vantagem de decidir em casa e, por último, o treinador bicolor passou a ter informações mais avalizadas do próximo adversário.

Se Fernandes não foi a Tucuruí para assistir o empate por 2 a 2 entre Independente e Cametá, os auxiliares-técnicos Lecheva e Zé do Carmo estiveram no Navegantão e trouxeram para o treinador informações mais precisas que uma transmissão pela TV pode dar.

"Fizemos algumas anotações importantes que vamos levar ao técnico. Elas são mais sobre a parte tática da equipe do Independente, mas, na verdade, esta viagem foi mais para confirmar tudo o que já sabíamos", disse Lecheva, que deve destacar alguns pontos individuais do Galo Elétrico. "Essa parte sobre cada jogador é mais comigo, porque o Zé do Carmo e o Roberto Fernandes chegaram há pouco tempo. Vou conversar com o técnico para passar a ele as principais características sobre os jogadores do Independente", completou o auxiliar, em entrevista ao Portal ORM.

A semana que começou ontem será decisiva não só para a formação da equipe, com seus onze titulares, como também do sistema que o Papão usará em campo. Desde que chegou, Fernandes tem testado não só a formação que encontrou como uma com três homens de frente. "Ele fez como tem trabalhado nos treinos. O time, frequentemente, começa no 4-3-3, com dois volantes, um meia e três atacantes, e depois ele muda para o 4-4-2 com dois volantes e dois meias", confirmou Lecheva.

O entrave que o técnico tem encontrado é que, com três atacantes, o time passa a ter uma necessidade maior de pelo menos um homem forte na armação. Por enquanto, quem está no elenco habilitado a desempenhar essa função são os jovens Djalma e Andrey. Este segundo era o titular da equipe até lesionar-se e ainda foi pouco observado por Roberto Fernandes.

Ari e Alexandre Carioca voltam aos treinamentos no clube
Ontem o zagueiro Ari e o volante Alexandre Carioca voltaram a treinar com bola depois de afastados desde o amistoso contra o Izabelense, dia 5. Os dois estavam lesionados e corriam real perigo não serem liberados para o primeiro jogo da decisão do Campeonato Paraense, no próximo domingo. Mas, a recuperação de ambos foi mais rápida do que previsto anteriormente pelo DM bicolor e já estão aptos para jogar.

O volante, que sofria de dores no joelho direito, lembrou que temeu ficar de fora da partida e até pelo pior, de ter que passar por uma cirurgia. "Fiquei com medo, sim. Meu joelho estava dormente e isso me deixou assustado demais, pensava até em cirurgia. Felizmente não foi nada de grave e agora estou curado, pronto para me dedicar aos treinos para poder estar em campo domingo."

Ao mesmo tempo em que reconhece a força do adversário da final, Alexandre garante que o fato de decidir em casa é uma vantagem e não deve ser desprezada. Ele afirma confiar na presença maciça da torcida, até porque ressalta que o Galo deve ser um oponente dos mais complicados.

"Decidir em casa sempre é bom, mas não facilita em nada. Teremos que ficar atentos desde a semana que começa hoje (ontem)", afirmou o volante, que acredita ainda na possibilidade de um time surpreender o outro.

"Futebol tem muitas surpresas, sempre tem algo novo. Se pensarmos que temos tudo dominado seremos surpreendidos. Já enfrentamos quatro vezes o Independente, mas ainda podemos ser surpreendidos, assim como podemos surpreender."

Quanto ao adversário, o jogador bicolor considerou justa a classificação do Independente para a final. Alexandre ressaltou o espírito de superação apresentado na decisão do returno. "Acho que foi uma conquista justa pelo o que o Independente fez no decorrer do segundo turno. Nessa final conseguiu o empate no final e mostrou que é uma equipe perigosa." (Amazônia Jornal)