03 junho 2011

Em entrevista ao Portal ORM, o vice-presidente do Remo, Paulo Mota, afirmou que, caso o clube ganhe uma vaga na Série D do campeonato brasileiro, o técnico Givanildo Oliveira vai permanecer no Baenão. 'Ele (Givanildo) já entrou em um acordo com o presidente Sérgio Cabeça e aceitou ficar', disse.

De acordo com Mota, após a frustração com o início das semifinais do campeonato do Piauí - praticamente anulando as chances do Remo entrar em uma vaga deixada por aquele estado - a decisão pelo tapetão é a esperança, mas não a única! 'Vamos aguardar a decisão do TJD. Se ela não for favorável ao Remo, vamos aguardar a desistência de algum clube que não tenha condições de se bancar na Série D. Os custos são altos e há clubes sem condições financeiras para arcar com estes gastos', disse.

Durante a entrevista, Mota fez um desabafo: 'Nós vamos lutar até o final com todas as forças por essa vaga na Série D. O que esses caras (jogadores) fizeram com o Clube do Remo é inaceitável. Um time que tem 34 pontos na classificação geral tem alguma qualidade. As contratações foram bem pensadas, mas, na reta final, caíram desta maneira. O motivo foi falta de comprometimento. Quebraram todo o nosso planejamento e agora o Remo está nesta situação', lamentou.

Sobre contratação e dispensa de jogadores, Mota disparou: 'Acho que o plantel deve ser todo dispensado! Os jogadores de fora (do Pará) devem ser liberados imediatamente e um novo grupo deve ser feito com a maioria dos jogadores sendo composta pela nossa categoria de base. Já ficou mais do que provado que importar jogador não dá certo. Temos que valorizar a nossa base!', disse.

Aliás, a ideia de valorizar a base vai além para Paulo Mota. 'Vou conversar com o Ronaldo Passarinho, que é nosso vice-presidente do departamento jurídico, para saber sobre a possibilidade de incluir na pauta de reunião do conselho técnico da Federação Paraense de Futebol uma cláusula que imponha um limite máximo de contratações de jogadores de fora do Estado para os clubes, principalmente, Remo e Paysandu. Do jeito que está não dá para ficar. Algo tem que ser mudado!', disse.

Neste raciocínio sobre a valorização da categoria de base, Mota declarou: 'O Remo está muito longe de conseguir dar o valor necessário à base. Remo e Paysandu têm que parar com esta briga por quem contrata mais jogadores. Chegou a hora de mudar!', falou.

Porém, após este desabafo, quando perguntado sobre a situação do terreno em Marituba onde seria construído o CT (Centro de Treinamento) do Remo, Mota falou: 'Não vou mentir! Ainda estamos em conversação sobre isso com o pessoal de Marituba. O CT será em Marituba, mas não existe nenhum prazo para isto', contou.

Ao final da entrevista, Mota pediu espaço para mandar um recado à torcida azulina e disse: 'A única coisa a falar é desculpa. Não estou conseguindo nem dormir com esta situação e sei que muitos azulinos tambéme estão assim. Desculpas por tudo!'. (Portal ORM)