Movimentação do remo para provar que clube usou um jogador de forma irregular não preocupa
O técnico Sinomar Naves evitou, ontem, fazer comentários com relação ao imbróglio envolvendo Independente, o zagueiro Edílson Belém e Remo, que acusa o time de Tucuruí de ter utilizado o jogador de forma irregular no Campeonato Paraense. "Esse é um assunto que deve ser conversado com o presidente (Deley Santos) e com o advogado do clube", alegou o treinador do Galo. "Não vou me envolver com essa questão, que parece ser uma coisa nojenta", encerrou. O treinador, segundo uma fonte, teria orientado seus jogadores, principalmente o pivô da questão, Edílson Belém, a também se afastarem do caso, deixando tudo nas mãos da direção do clube.
Sinomar quer evitar que a polêmica mexa com a cabeça dos atletas às vésperas do primeiro jogo da decisão do returno, domingo, contra o Cametá, no Parque do Bacurau. Em Belém, o presidente Deley Santos ficou de se reunir, ontem, com o advogado André Cavalcante, contratado pelo clube, para tratar da defesa do Galo no processo que está sendo movido pelo Remo no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Pará. Por telefone, o dirigente informou que já está de posse de uma certidão enviada pelo TJD de São Paulo, na qual, segundo Deley, o tribunal afirma que Edílson Belém atuou de forma legal pelo Palmeiras e outros clubes daquele estado.
Deley voltou a fazer críticas pesadas ao presidente Antônio Sérgio Araújo Nascimento, popular Ventania, e George Araújo, conhecido como Ventinho, que teriam tentado extorquir, primeiro R$ 100 mil e, depois, R$ 75 mil da diretoria do Galo. Ventinho teria proposto não revelar que o atleta possui duas carteiras de identidade em troca do valor pedido ao presidente do Galo. Segundo Deley, a mesma atitude teria sido tomada por Ventania e seu filho com o ex-presidente do Palmeiras-SP, Mustafá Contursi, clube em que Edílson atuou de 2000 a 2005.
"O Ventania e o filho dele também tentaram conseguir dinheiro de forma ilícita lá no Palmeiras e não conseguiram, como não conseguiram aqui com o Independente", acusou o cartola, dizendo ter provas documentais sobre a tentativa de extorsão com o clube paulista. Deley lamentou a atitude dos dirigentes do Remo. Segundo ele, os cartolas do Leão estão tentanto justificar para a torcida a falta de competência. "E o pior é que eles (azulinos) vão perder a causa e também algum dinheiro, por terem entrado na desses sujeitos do Vila Rica", afirmou Deley.
O comandante do Galo disse estar bastante tranquilo com relação à legalidade do atleta. "Não temos nenhuma preocupação em sair do campeonato, como pretende a diretoria do Remo, por causa da situação do nosso atleta", garantiu. "A própria Federação Paraense (de Futebol) já assegurou a legalidade do jogador", concluiu. (Amazônia Jornal)
03 junho 2011