Às vésperas da partida de ida entre Independente e Cametá, pela decisão do segundo turno do Parazão 2011, os dois finalistas estão praticamente prontos e escalados para o duelo. Mas a decisão de quais times vão de fato disputar o título da Taça Estado do Pará ainda não está definida. A acusação de que o Independente teria escalado um jogador irregular durante a competição - o zagueiro Edílson Belém -, pode excluir o Galo Elétrico e tirar o Remo da 'férias forçadas'.
O destino dos dois clubes será resolvido no TJD (Tribunal de Justiça Desportiva). Anteontem, a diretoria do Remo deu entrada com um recurso no TJD, que, por meio de um procurador, dará o parecer até o final da tarde de hoje e, se for o caso, oferecerá a denúncia. Se o parecer chegar ao Tribunal ainda nesta tarde, o julgamento do caso será já na próxima semana.
O vice-presidente de futebol do Remo, Raphael Levy, apega-se ao argumento de que o atleta acusado teria disputado o jogo de volta das semifinais do returno - vencida pelo Independente por 2 a 0 - de forma irregular e, portanto, o resultado do jogo deveria ser impugnado e o clube de Tucuruí punido com a perda dos três pontos. Desta forma, o Remo seria reconduzido à competição e disputaria a final do returno contra o Cametá.
'Nós (dirigentes do Remo) fizemos o que era para ser feito. Recebemos a informação de que o Edílson Belém estaria irregular e fomos atrás das provas. E a partir do momento que comprovamos esta irregularidade na sua documentação, inclusive com a ajuda da Polícia Civil, nós entramos com o recurso no TJD. Agora, estamos esperando a decisão do Tribunal. E seja ela qual for, o Remo vai até o final para provar a irregularidade do jogador', declarou Levy.
Quando questionado sobre as chances do Independente ser punido com a perda dos pontos da partida em questão, o cartola remista foi evasivo. 'Eu até acredito que o Independente não sabia da irregularidade, mas não posso afirmar isso. Quem vai decidir é a Justiça. Mas de uma coisa o Remo tem certeza, o atleta está irregular', afirmou. (Amazônia Jornal)
03 junho 2011