O clássico do Tocantins, ao que tudo indica, será uma decisão imprevisível. No Parque do Bacurau, às 16h, Cametá e Independente se enfrentam na primeira partida da final do segundo turno. Há promessas de ambos os lados. A intenção é mostrar as forças de Mapará e Galo Elétrico, os únicos times que ganharam de todas equipes do estadual 2011. Em jogo, estará quatro premiações: o troféu do returno, uma vaga na final do Campeonato Paraense, vagas na Série D deste ano e na Copa do Brasil de 2012. É pouco ou quer mais? E todos, estão credenciados. Nas semifinais, Cametá e Independente passaram com autoridade sobre seus respectivos adversários – São Raimundo e Remo.
Se dentro das quatro linhas, os times se mostram quase impecáveis, fora do campo de jogo, as coisas não andam nada bem. Após os 3 a 0 sobre o São Raimundo no Parque do Bacurau, domingo passado, o atacante Leandro Cearense – que havia acabado de marcar dois gols, classificado seu time e empatado na artilharia com o bicolor Rafael Oliveira – acabou expondo, via imprensa, os problemas extra-campo do time. Atrasos de salários, brigas com a diretoria e falta de apoio para o time foram alguns assuntos comentados pelo jogador, que ainda terminou dizendo: “Se quiserem me punir pelo que eu falei, podem fazer o que quiserem”. A situação acabou sendo contornada esta semana, e os salários do mês de abril, além do de maio, fora quitados, assim como o bicho pela classificação (R$10 mil).
Já o Independente trata de resolver assuntos de bastidores. O antes poderoso Clube do Remo tenta paralisar o campeonato, alegando que Edilson Belém, zagueiro do Independente, estaria jogando de forma irregular. Mas, até o fechamento desta edição, a partida deste domingo ainda estava confirmada. Bem, jogadores, esqueçam os problemas e façam valer, em campo, a tradição de uma final de Parazão.
EVITOU PROBLEMA
Bem organizado, Galo sonha com a taça Estado do Pará
Com salários em dia, bom relacionamento dos jogadores com o experiente Sinomar Naves e boas condições de trabalho, o Independente tem apenas o caso Edílson Belém como ressalva. Aliás, os jogadores foram orientados a não darem declarações polêmicas sobre o assunto. “A gente nem comenta sobre essa possibilidade (eliminação no tapetão). A nossa obrigação é apenas dentro de campo”, disse o zagueiro titular Adisson.
Segundo o zagueiro, que é um dos líderes do time, o ambiente interno não poderia ser melhor e a motivação para a partida é grande. “Treinamos duro durante a semana, nos empenhamos e queremos chegar no Parque do Bacurau bem”, pontuou. A única dúvida do treinador Sinomar Naves envolvia justamente o companheiro de zaga de Adísson. Naves incentivou a disputa entre o zagueiro Guará, que jogou boa parte da competição como titular, e Marraqueti, homem de confiança do comandante, que veio de uma boa apresentação frente ao Remo, em Tucuruí.
A decisão foi analisada e, nos treinamentos, os zagueiros se revezavam na equipe titular. Guará acabou sendo o escolhido. Detalhe: o zagueiro Edílson Belém, personagem principal da polêmica no tapetão, nem sequer entrou na disputa. Pelo visto, sua missão neste Parazão foi atrapalhar os planos do time com seus problemas pessoais, já que em campo o jogador pouco produziu. (Diário do Pará)
05 junho 2011